Mantendo a sanidade em tempos bicudos (como não enlouquecer sabendo que é quase impossível evitar)-1

Atualizado: 30 de out. de 2021


Sejamos honestos. Este "novo normal" realmente está deixando todo mundo maluco.


Estamos vivendo uma época completamente insana que até já tem um acrônimo (aquela coisa de juntar a primeira letra de cada palavra e formar uma palavra nova) chamado " BANI" que vem de:


B- (brittle)- Frágil

A-(anxious)- ansioso

N-(nonlinear)-Não linear

I-(incoprehensible)-Incompreensível

Ou seja, uma forma gringa de dizer que tudo tem "começo, meio e fim" ... ACABOU.

Acabou a lógica racional de entender como funciona, o que fazer,quando e como.

A regra é: NÃO TEM REGRA! CAOS! ANARQUIA.

Ganha quem berrar mais alto, não necessariamente sair correndo feito um doido pelado para chamar atenção de que você é biruta,mas quem corre para o mundo virtual e grita, chuta canela, derruba, xinga e ... Passa a ser a " VITIMA".

Gosto de lembrar de Otávio Guedes (comentarista da Globonews) que diz, vivemos um verdadeiro "apagão da decência".


Parece que o termo humanidade, realmente tem ficado esquecido na prateleira.

Perceberam que nem disco voador tem aparecido mais?

Acho que até os aliens estão na linha do "vamos dar o fora daqui"!

Mas tenho uma notícia ruim e uma boa.

A "ruim" (só para aproveitar o climão) é que ainda não chegamos no fundo do poço.

Tem muito ainda para piorar.

Eleição, inflação, desemprego, crise global (a China está afundando, naquela linha do quanto maior a altura, maior o tombo), a fome e ainda somos obrigados a conviver com uma pandemia mortal que teima fazer parte do cotidiano, obrigando você a se comportar como um "cientista" num filme de apocalipse zumbi, procurando uma cura incessante ou tentando não se tornar parte da estatística, correndo de tudo e de todos.

Já tem nome para essa maluquice também. Chamam de INFODEMIA (virou doença mesmo!), classificada pela OMS como excesso de informações, algumas precisas e outras não, que tornam difícil encontrar fontes idôneas e orientações confiáveis quando se precisa.


A palavra infodemia se refere a um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico, que podem se multiplicar exponencialmente em pouco tempo devido a um evento específico, como por exemplo, assuntos da pandemia atual.

Nessa situação, surgem rumores e desinformação, além da manipulação de informações com intenção duvidosa (conhecido como fake news).

Na era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas redes sociais e se alastra mais rapidamente, como um vírus.

A "bagaça" está descontrolada, doida mesmo.

Começo sentir saudade do tempo que o pernilongo era a única preocupação do dia.

Se isso é o "novo normal", SOCORRO! PARA TUDO QUE QUERO DESCER!

Agora, a BOA NOTICIA (pensamento positivo? Não!) .

Não é novidade nenhuma para quem tem mais de 50 anos.


Já passei por tudo isso antes, com pequenas variantes mas com mesmo impacto.

Tinha 6 anos, epidemia de meningite. Muita gente morreu.

A agulha da vacina raiz, que parecia uma pistola de ar, tinha uns 20 cm.

Desmaiava-se na fila, porque era na escola que tomávamos, antes de subir para sala de aula. Metade dos alunos não entravam na sala de aula. Choravam tanto que desmaiavam e não tinham condição de entrar.

Tinha 18 anos, pandemia "AIDS", pânico geral mundo afora, para saber que tipo de "peste gay' isso mesmo, chamavam da " peste gay", matava tão cruelmente?

Não usávamos máscara, porque a "peste gay" era só transmitido por relações sexuais, sem proteção (bom talvez preservativo seja a versão da máscara daquela época).

Mas compartilhar talheres, usar toalhas, abraçar um desconhecido, usar assento do vaso sanitário em banheiros públicos (misericórdia,era louco de pedra!) apertar mãos estranhas (álcool gel, nem pensar) eram o "distanciamento social" do século XX, anos 80, pois afinal, como saber se quem estava ao seu lado era "gay ou bissexual", teve relações sexuais "promiscuas".

A "cloroquina" daquela época era o sexo seguro, tipo papai e mamãe, fiel, confiável...Rá... Funcionou? 1 ano depois, esposas "fiéis" caiam contaminadas pelo vírus e morriam porque os "cloroquinas" dos maridos eram infiéis e "pulavam o muro", sem contar. Argghh!


O distanciamento social era a "doação de sangue". Ninguém cuidava de analisar e a contaminação era inevitável. Centenas de vítimas eram contaminadas, sem saber, por transfusão sanguínea, nas mesas de operação cirúrgicas.


Mudam os anos, mas provamos que a negligência humana, a falta de empatia, de conexão pessoal, seja no meu longínquo passado ou nos dias atuais, mostra é que nos distanciamos cada vez mais do universo real e entramos de cabeça no virtual.


Deixamos de ser humanos e nos tornamos algoritmos.

Como não enlouquecer?

Como ficar auto-focado e ajudar também com os que me cercam?

Qual é a luz no fim do túnel?

Veja na próxima semana minha opinião.

Valeu! Bom final de semana!

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