A RESSACA INTERMINÁVEL

Atualizado: 9 de jan.


O ano vai abrindo suas portas e vamos sentindo as primeiras ressacas de 2022. Omicron, Influenza, camarão assassino, chuvas, inflação, corrida presidencial.


Parece que vivemos uma ressaca interminável de problemas que parecem insolúveis e que teimam em deixar os noticiários cada dia mais cansativos. A verdade seja dita, tá dureza aguentar, e diariamente vemos os reflexos de decisões ruins que tomamos acumulando e cobrando a conta, vou te lembrar:


-"Bem feito, quem mandou fazer isso"!


A inflação, companheira assídua dos 50+ vem mostrando que O PASSADO teima ainda mostrar a cara e pelo andar da carruagem parece que quer dominar e ficar muito tempo.

Trabalhar num ambiente desses, principalmente tomar decisões, requer não só conhecimento de causa do mercado atual e futuro, bem como, estabelecer uma contingência aos riscos que tendem a se avolumar exponencialmente num mercado recessivo e inflacionário.

Os reflexos dessas decisões, se não tomadas ou proteladas para esperar ”melhorar as coisas”, são mais perigosas que as ações de isolamento ou restrições impostas nos últimos anos, tão questionadas, mas necessárias demais.

São ações duradouras e que corroem patrimônio rapidamente e de forma invisível, tornando a recuperação dificultosa ou impossível, como foi a tenebrosa quebra da companhia aérea Ita no final de 2021.


Vou num pequeno exemplo aqui de decisões catastróficas invisíveis e tomadas, muitas vezes em efeito manada ou no calor da emoção (seria melhor dizer desespero):

- Dar desconto para melhorar as vendas. Ou o mais novo neologismo: CASHBACK.

Aposta de 09 entre 10 gestores que escolhem baixar os preços para fidelizar o cliente.

Uma pequena decisão, tão comum diariamente, mas vai gerar um strike de ações, consequentes, que não pode lidar:

Veja a lista:

1. O concorrente, vendo que quer briga, paga para ver onde vai o seu “topete” e, além de dar desconto, dá prazo e parcelamento para pagar, para te pressionar mais. (Você aposta alto e acompanha. Vou mostrar quem manda nessa zona);


2. O governo, vendo a arrecadação cair, aumenta a tributação ou retira incentivos (depois de 20 anos??) para compensar as perdas. (Eita, agora que não pago mesmo os impostos, dane-se!);


3. Importadores descobrem que o mesmo produto vindo da Ásia, custa um quinto do valor. Precisam de 40 dias no máximo para resolver tudo. (Putz, porque não pensei nisso antes e gastei quase tudo que tinha???);


4. O fornecedor, preocupado com possiveis calotes ou aumento da inadimplência, começa a cobrar juros maiores para vendas a prazo. (Desgraçado, morto de fome, tá achando que é único???!!!!);


5. E, para terminar, o funcionário do mês "São Pedro", resolve mostrar as caras, depois de meses sem aparecer (será que é funcionalismo público no céu?), justamente na hora que mais você precisava que ele ficasse quieto no canto para poder trabalhar só um pouco. (Cai a conta de luz?).

E o cliente, coitado, esse fica com toda "capivara", pior, sem saber, como será o dia de amanhã, se ainda tem emprego, se o seu negócio também vai para frente, se a renda vai segurar.

(Porque esse povo tá com escorpião no bolso?)

Pronto. Está ai a receita para ressacas intermináveis. Quer goste ou não.

O que fazer agora??!!

No próximo post comento minhas dicas e dou algumas sugestões de 30 anos de experiência.

Basta ter paciência. Até já!

AH sim, um FELIZ 2022! Se puder!

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